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07/11/2011

Quando o pecado não é tratado...

por Pr. Arlindo M. C. Junior

Na Igreja pós-moderna falar sobre pecado, arrependimento dos pecados, abandonar a prática de pecados, não tem sido interessante, são assuntos pouco abordado em mensagens nos púlpitos, nas lindas e convincentes “preleções” por parte de alguns profetas na mídia. Esse tema não ajunta multidões e não cativa “associados” e “parceiros ministeriais” para os “grandes projetos” no reino de Deus. Fazer parte da Igreja de Cristo atualmente para algumas denominações sendo algumas ousadas em serem chamadas de “evangélicas”, significa ser participante de reuniões e rituais religiosos, ter uma credencial de membro, obreiro e até “pastor” como também “missionários ou missionárias”, não deixando de citar certos “apóstolos”. Nascer de novo na ótica de Jesus Cristo é algo um tanto ultrapassado, dependendo da hermenêutica e exegese que se faça dos textos citados no Novo Testamento, os quais se referem à doutrina da Salvação (soteriologia). Abandonar a vida ou prática de pecado não se faz necessário, visto que a definição de pecado na atual conjuntura também ficou complicada pelo fato de que na realidade pós-moderna que nos encontramos, “não existe mais absolutos...”, não existe mais uma verdade, existem verdades..., o que eu e você interpretamos do que Deus na revelação bíblica definiu e abordou sobre o pecado, suas conseqüências e como Seu povo deve tratar com o mesmo, é algo “particular”, não pode ser aplicado a toda a igreja a todos os que desejam viver para Deus. Afinal de contas o que é pecado atualmente? O que isso implica em nossa aliança com Deus, enquanto filhos e povo Santo, discípulos de Cristo? Como se vive uma vida santa diante de Deus, deixando a prática do pecado? Como se trata a questão da redenção e perdão do homem pecador? Segundo a revelação Bíblica pecado é transgressão (Gn. 50:17; Is. 58:1), pode ser definido como “...desobediência voluntária à lei conhecida de Deus (Rm 5: 19; Jo. 15: 19-25). Aqueles que estão em Cristo abandonaram a vida de transgressão e desobediência e o poder do pecado (poder das paixões carnais) não os domina mais (R. 6: 14 – 22). Para fazer parte da Igreja de Cristo portanto é necessário reconhecer os erros, a prática de comportamentos que não agradam a Deus, arrependendo-se dos mesmos, reconhecendo que Jesus Cristo em seu sacrifício na Cruz é o único capaz de perdoar e tornar o homem purificado de suas transgressões (Jo. 1: 12, 13; At. 2:38; Rm. 6: 23; 8: 1 – 3; 1 Jo. 1:9), não existe rituais simbólicos ou outros meios do ser humano encontrar o perdão ou remissão de seus erros cometidos a não ser por meio do sangue de Jesus Cristo. O povo de Deus jamais pode em “nome de Deus” anunciar que existam outros meios de se fazer aliança com Cristo se não houver arrependimento e confissão dos pecados (2 Co. 7: 8,9; At. 11; 17,18), crendo que por meio do sacrifício de Cristo os pecados podem ser perdoados. Observando que para que haja aliança com Deus é necessário pertencer ao mesmo, ser santo, abandonando a vida de egoísmo e transgressões aos princípios revelados por Ele. Quando os pecados não são tratados... Sabendo dessa revelação de Deus, o que acontece quando aqueles que dizem viver para Ele não tratam com a questão do pecado? Para muitos “é algo normal”, “muitos erram e não confessam...” como agir diante dessa realidade religiosa, também “teológica” em que vivemos? Digo que ficamos com o que a Bíblia diz. Ela não mudou, o Deus da Bíblia não mudou..., o Espírito Santo não mudou... Embora alguns “homens de Deus” e “profetas de Deus” possam ter mudado, cremos como Igreja Bíblica que Deus jamais mudará em Seu ser, em Seu caráter em Sua Santidade..., (Lv. 11: 45; Nm. 23: 19; Dt. 7: 6; Ml. 3:6), Ele é fiel... (Dt. 7: 9; Tg. 1:17). Em nome de Deus..., pecados não são tratados. Mentiras, injustiças, abuso de autoridade, rebeliões... Utilizando o poder, em nome de Deus na história da humanidade pecados foram cometidos por muitos que se diziam “autoridades” eclesiásticas. Atualmente em nome de Deus o comércio do sagrado é algo natural, a falta de zelo e temor por parte de “líderes” religiosos tem trazido um grande escândalo, expondo a Igreja de Cristo como se todos fossemos participantes da mesma fé, isso é angustiante e revoltante, visto que muitos cristãos valorizam estes “falsos mestres”, “falsos profetas” pelos “sinais” e “cultos” carismáticos, cheios de promessas e “conquistas” envoltas pelo emocionalismo, que envolve os débeis, ignorantes e descompromissados que teimam em querer ir para o céu. Quando o pecado não é tratado Deus age, convida Seu povo ao arrependimento, ao quebrantamento diante dele, para que se abandone todo tipo de iniqüidade, falsidade, desobediência Ele convida os seus ao arrependimento, a tratar com o pecado, independente de cargos, autoridade e anos de ministério (2 Cr. 7: 13, 14; Sl. 51). Caso aqueles que fazem parte do Seu povo, da sua Igreja não queiram tratar com o pecado, está claro na Palavra revelada que Ele age, Ele repreende a todos a quem ama (Pv. 3:12), se propõe a mudar, transformar aqueles que reconhecem sua condição e aceitam o processo da santificação (Jr. 18: 1 – 10; Jo. 15: 1 – 27). Quando o pecado não é tratado como Deus instituiu seu povo, não adianta procurar outros meios, não adiante tentar dar um “jeitinho”, é necessário confrontação, trazer à realidade, confessar, arrepender-se e reconhecer que Deus pode e quer perdoar. No entanto as consequências também fazem parte do tratamento, o perdão é concedido, no entanto Seu povo deve enfrentar a vergonha e humilhação que possa ocorrer. Deus com certeza irá restaurar e trazer cura para aqueles que em Suas mãos (Sl. 147; 2, 3), tornando-o santos em meio a uma geração pervertida e corrupta. Deus nos amou, nos redimiu e nos santificou para sermos santos, cujo sacerdócio diferencia-se não somente nas ministrações, mas no viver diário como povo que vive a vida de Cristo, adorando-o em espírito e em verdade, cumprindo a missão que nos foi dada, vivendo em comunhão, como servos diante da Sua presença para que possamos verdadeiramente ser conhecidos como nação santa (2 Pd. 2:9).



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